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Mostrando postagens de agosto, 2016

Sexo com anjo

Os dreads caem no rosto dela Ela sussurra: "meu Rei!" Ele sorri Diz que não merece as lágrimas dela Da Rainha  Aquela com a coroa Azul e Adinkras encrostado na pele Ela chora Um choro silencioso Ele lhe cobre de doces beijos Beijos matinais  Por aqueles momentos Ela não era Rainha Era somente Preta! A Preta dele Ela não queria estar em nenhum lugar Senão seus braços Só queria dormir, nas noites frias Encaixada nele Como um lego A cousa ia tomando corpo Fôlego, ritmo, sons Baduh, Gemidos, Risos, Choros E juras Ela pediu pra ficar Ele disse pra ela ir Terminar "suas coisas, preta!"

Sobre o passado

Ela olhou pra trás... E viu aquela cena Daquele dia onde a vida se tornou um monte de sacos pretos de lixo Estava tudo lá Uma vida inteira Quis pedir pra ficar mas não o fez Quis pedir perdão  Mas de nada adiantaria Isso não muda nada entre nós! Disse o Rei... E como uma Rainha sem Trono Se foi Decidiu MAIS UMA VEZ Que aquela seria a última vez E se fechou Se fechou pro mundo Passaram-se anos E ela ainda sente o gosto do beijo dele Ainda consegue ouvir o som da voz O cheiro e textura do sexo O amor... Queria aquilo de novo Queria sentir aquilo por alguém  Queria dormir e acordar naquele quarto Onde tinha armários, basculante sobre a cama que ficava fixa na parede E o chão vermelho sangue Ela não era mais de ninguém Porque ainda esperava o dia que fosse dele Dizem que levamos um segundo para se apaixonar  E uma vida toda para esquecer... Ela olhava pra Lua Pedindo que ela trouxesse um amor 

Desabafo

Se você não tivesse mentido E me traído  E engravidado ela Se você tivesse me falado Que existia uma outra de mim Uma outra que você dizia gostar Vejo a felicidade  Que não é minha Não sou eu que trouxe ao mundo Aquela que traz a alegria  Eu sou a que viaja 12hs pra te ver Pra ouvir sua voz Sou a que faz as agendas baterem A que faz visitas nas quartas A que não pede nada A qual, você não liga Nem tão pouco apresenta a sua família Eu sou a mulher incrivelmente  Sexy e doce Mas não o suficiente pra você Não pra você

DeSPedida

É sempre a mesma coisa DeSPedida Choro Melancolia  Dor Eu nunca quis voltar Nunca quis te deixar E sempre te deixo Nos dois sempre nos deixamos Deixamos nossos sentimentos Saírem por nossos dedos Deixamos seguir  Você seguiu  Olho nos seus olhos  E a vejo Aboyomi  A filha que deveria ser minha Nossa filha Como muitas vezes sonhamos juntos Ou eu sonhei, separada?! Ficção e realidade se fundem  E olho pela janela E vejo você ficando  E eu voltando  E nós nos deSPedindo... Até logo meu amor Até logo