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Mostrando postagens de agosto, 2017

Despedida

Meu corpo dói  Sinto peso do mundo aqui Atlas Porém aqui não é mais seguro  Te descobriram Descobriram nossas conversas  Da madrugada  Sinto frio O inverno está chegando  Queria poder te escrever mais Porém meus passarinhos avisaram-me O quão é inseguro estar aqui! Obrigada  Por não me deixar morrer Por não me julgar E por sempre ser o ouvido  E o olhar Mais ávido que eu poderia ter Me despeço  Deixando pra você Minhas jóias! Levo somente a coroa E a roupa do corpo Ainda não sei pra onde vou! Mas vou Pular Tomei o líquido da garrafa  E como sempre só tem coragem  Tomo e pulo

Ninguém

As "pessoas" só veem que vou pra balada, rebolo minha Raba, vou pra praia, viajo... Porém! Ninguém senta ao meu lado pra ficar acordada trabalhando até às 02hs da manhã, acordando às 05h! Ninguém sentou do meu lado quando eu estudava de segunda a sábado, na graduação, nos cursos e na pós! Ninguém senta do meu lado pra puxar peso, montar e desmontar minha loja, fazer cálculo de preço, comprar Tirar de onde não tem pra colocar onde eu não sei se dá retorno! Ninguém senta do meu lado pra preparar aula! Ninguém senta do meu lado quando eu durmo sentada nos locais de cansaço, físico e mental! Ninguém tem que se virar em no mínimo quatro pessoas, pra dar conta de tudo. Porque ainda sim, não importando, diplomas, carreira, cansaço me veem como um corpo! Como uma gostosa! Eu me sinto cansada! Preciso viajar Preciso me encontrar comigo! Preciso dormir! Mas como? Há tanto a fazer!