Postagens

Lealdade a prova

E aconteceu novamente Ela foi traída! Aquela que nunca exigiu fidelidade mas lealdade Se deparou com o ego humano Sentou na cama enquanto lia aquelas cartas modernas "Com você tudo fica muito bem" Teve nojo de si própria Como podia ter jurado amor aquele ser que ela mesma não conhecia? Queria pegar um avião e acabar com tudo Acabar com a suposta felicidade do casal Mas dessa vez pegou a garrafa de coragem E bebeu vodka Quis sair, exibir sua beleza, mas não o fez Ficou em seu leito real olhando aquele teto adornado Que sempre a lembrava o porquê que ela e não outra é Rainha Pois somente ela poderia fazer aquilo Nenhuma outra conseguiria  Reinar sozinha Com uma coroa Lapis-Lazulli

Passou

O problema é que o pasado Insiste em se fazer presente Ele não pode simplesmente passar? Quando uma pessoa diz te amar  Para sempre No mínimo se espera que ela o faça Te ame para sempre Mas vivemos numa era estranha Onde os momentos "ternurinha" passam Onde não temos paciência para construir o relacionamento Tratamos pessoas Como coisas E coisas  Como pessoas Não, você não é bem-vindo Você é passado E o passado passou E eu como força da natureza que sou Segui, segui em frente No meu caminho  Caminhando Pisando forte Com sorriso suave 

Medo

Eu tenho medo Medo de altura Medo de vc Medo de cachorro Na verdade tenho medo da perda Desse sentimento é sensação que te desconcerta Não fomos ensinados a perder Não sabermos lidar com isso Mentiram sobre o fato de ser para sempre Mentiram sobre o fato de a vida ser linear Ela não é linear ela é circular, curva, irregular O medo é uma sensação estranha Que entra na entranha da vida Que te desconecta com tudo ao mesmo tempo que conecta Te deixa atordoado é confuso E no meio disso você vai Pega a garrafa de vodka  Mas nem como sempre só há coragem Você bebe E pula

Bloqueios

Nós mulheres temos bloqueios Sobre tudo: amor, sexo, nosso corpo Nesta sociedade onde ser "mulherzinha" é algo ruim não resta muitos lugares para nós. Disse ela sentada ao trono olhando para fora da janela com súditas sentada ao seu redor Amor Fomos educadas para aguardar o príncipe Para falar manso, e se comportar  No amor somos todas gatinhas Andamos cheias de rebolado Falamos miando Sexo Este é imoral Só o faz de luz apagada Tem que ter cheiro bom Você tem que cheirar bem Depilada Úmida Que não sente vontade de gozar primeiro E se ele não fizer você gozar, diga que ele fez. Chupe, mas não espere que ele faça o mesmo Tire a roupa devagaaaaaaar Ele já vai estar pelado Faça tudo o que ele quiser, se quiser mantê-lo por perto Esteja sempre disponível

Prova II

Subiu ao céu Com aquele poder todo agindo no seu corpo Pensou em usar ele Exercer o poder que o ego dá Por alguns segundos pensou no deleite daquele corpo Pensou em gozar do prazer que ele lhe entregara sem pedir nada em troca Como poder não tem nada haver com sensação Ela se deu conta que estava na beira do abismo Chamado Ego perversidade humana Ela poderia pular Mas não o fez Algo dentro dela havia mudado Ela não poderia fazer isso Não era ético Não era ela Ela estava aguardando ele Aquele que ela não via o rosto Aquele que velava seu sono Aquele que o corpo encaixava com o dela como um lego Pois ela merecia Ela merece ele Ela merece alguém fantástico  Como ela

Prova

Enquanto aquele mantra era entonado Ela descia e subia Ele sentia o mexer do quadril dela Ouvia as batidas de seu coração e o gemido que saia das suas bocas.... Ela fechou os olhos e se deixou levar Por aquele corpo, por aquelas mãos  Quis sentir ele pulsar dentro dela Quis ouvir os gemidos no seu ouvido Pensou em beijar-lhe o corpo todo, sentir o peso da mão sobre sua cabeça  Quis dominar ele Quis ser dominada e se sentir pequena De forma que nos seus braços o ficaria Porém ali ficou De olhos fechados  Vencendo seu próprio ego E reinando sozinha com sua coroa Azul

O Cerne da Pele

Quando vc for fazer amor com alguém tire tudo Tire tudo Tire os diplomas Os achismos Tire o preconceito Os medos Tire o facebook O Instagram  Tire o snapchat E vá  Vá somente com a pele Sim a pele! Aquela que é sensível ao toque Ao calor e ao frio e aos dois juntos Aquela que treme de prazer E se contrai  Se deixe ir num percurso A dois Numa soma e fusão  Que transforma seres individualistas em coletivo de dois Feche os olhos E mergulhe de cabeça No corpo No cheiro No sabor No som  Do sexo Selvagem Romântico Delicado Brutal Se permita sentir prazer Deixe ele conduzir os Os quatro olhos Quatro mãos e pés Quatro orelhas Dois narizes E duas boca Mas uma só pessoa