Ao abrir aquele pergaminho Emudeceu Ela que é habilidosa com as palavras Aconteceu um cessamento Leu aquelas letras Que formaram palavras Palavras que formaram frases Frases que formaram o texto Olhava para o papel Trêmula e incrédula Viu a vida passar na sua frente Não como um filme Mas como uma memória viva Viu as juras Os beijos O sexo Salvamente calmo Viu os segredos vestidos de vergonha Viu-se nua com a verdade Lembrou da segunda-feira Temerosa Com todas as coisas num saco de lixo Uma vida inteira de planos, num saco de lixo Por um breve momento não soube o que responder Não soube se queria responder Mas como toda Rainha o fez Se fez diplomata Como somente ela poderia o fazer E com um sorriso no rosto e palavras gentis Agradeceu Virou de costas e se foi Foi andando para o futuro próximo Veio andando em minha direção Curvei-me diante de tanta beleza Ela me olhou e sorriu Nos encaramos por alguns segundos horas Ela saiu de f...
Fechei os olhos adormeci... Quando abri lá estava você de costas eu corria até você Subi escadas, caí num precipício, voei por cima de um metrô... Ouvia a sua voz me chamando e eu ia Andei, vaguei, dormi... Quando acordei não te vi mais e comecei a buscar você ao meu redor. Para tristeza minha não encontrei De repente ouço um som ele me parece familiar, ele começa baixinho e aos poucos vai tomando força. O despertador!
Ontem você me matou mais uma vez Matou uma de nós Matou a quem jurou profundo amor Vem matando-me lentamente A cada palavra maldita A cada atitude igualmente ruim Sabe quando você está no precipício E como nos filmes o vilão pisa sem piedade Nos dedos do mocinho? Isso que senti Com suas palavras de pedra Com cobertura de chocolate Para se sentir no poder Se sentir no comando No controle Admita o total descontrole que vivemos Guarde suas desculpas, oks, tas... E somente os fale quando compreender a força de cada um
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