Sem título I
Já vira aquele filme
E o final não era bom!
Já viu outro amor deitado na cama
Sucumbindo-se ao prazer egoista
Ela sempre procura
E acha
Nos atos falhos
Eles deixam pistas pra ela
Ela
Que existe, mas presa num corpo
Que dia após dia
Morre
Limitado...
Ainda quer viver algo que não consegue
Um amor puro, não sabe a força que tem
Lealdade
Um grito silencioso
Ela da toda vez...
Está se jogando num precipício
Mas sabe o que tem no final
Facas e lanças
Cortaram, mais uma vez,
A sua fortemente frágil, carne
Porque ela não segue em frente
Porque não deixa pra trás...
Perguntas que não sabe responder
Hoje mais um dia
Está entregue as dúvidas
Do sexo
Quando não se está lá,
Quando apenas se é espectador disso
E do amor
Aproveitando cada momento
Está chegando a bifurcação...
Ela não sabe o que fazer
Chegará um momento
Que precisará de rótulo
Para isso que vive
Ela não sabe se quer dar
Ou se pode dar...
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