Ringaco & Quinalear
Louquinha
Ela ri alto, balanças os quadris, insana, sexy, divertida e submissa.
Doutora? Ouve alguém chamando...
Fecha os olhos e leva o corpo para descansar sobre a mesa.
Os abre.
Olha ao redor, a percepção é sutil, roupas no chão, barulho de água,
Objetos estranhos...
Cheiro de diamba, tossindo, e com a vista turva tentou encontrar quem estava naquele quarto.
Sai ele: um lobo vendo uma lebre, cicatrizado na pele.
Me ajoelhei, enquanto ele brincava com meus cabelos como se fosse um pelo de um felino, me colocou uma coleira
Ele se sentou, me sentei aos seus pés no chão frio...
Enquanto os homens conversavam, todos me olhavam, todos nos olhavam.
Ele ria um riso maléfico, eu umedecia em todas as partes
"Minha Doutora!", retribui em sorriso para ele
"Vão para o Inferno! Todos vocês saiam daqui, agoraaaaaaaaa!"
Enquanto via as pessoas pegando as roupas do chão, garrafas caindo, ele me olhava pronto para me devorar
Quando todos se foram e o silêncio tomou conta,
Ele soltou a coleira, aquela felina indefesa virou uma pantera
Dancei, celebrei meu corpo
Ele deitado me chamava mesmo sem dizer uma palavra,
Estávamos no quarto, suspenso no ar e não havia nada nem ninguém fora daquelas paredes.
"Como você gosta?", "De todas as formas!" em resposta
Como uma pantera a espreita subi na cama,
O beijo, o toque, o gosto...
Enquanto suas mãos faziam força contra meu corpo
Eu começava a desfalecer e quase desmaiando sorri.
Doutora? Ouve alguém chamando...
Abre os olhos e trás o corpo do descanso sobre a mesa.
Olha ao redor, coloca os óculos, jaleco e volta para o cotidiano vivido.
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